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Calculadora de Valor Futuro

Use esta calculadora de valor futuro para saber quanto vale, no fim do prazo, um valor aplicado hoje somado a depósitos iguais em cada período. Informe o valor presente, o aporte, a taxa anual e o prazo, escolha a periodicidade e veja o valor futuro, quanto saiu do seu bolso e quanto veio de juros. É o mesmo cálculo da tecla FV da HP 12C.

Atualizado em

Quanto você aplica hoje; pode ser R$ 0

Depósito feito a cada período da periodicidade escolhida; 0 para aplicação única

Taxa nominal ao ano; na periodicidade mensal, use a taxa mensal equivalente × 12

Por quanto tempo o dinheiro fica aplicado

Com que frequência você aporta e os juros são capitalizados

Opções avançadas

Fim (END) ou início (BEGIN) de cada período

Como usar a calculadora

  1. Valor presente: quanto você tem hoje para aplicar. Pode ser R$ 0 se a ideia é só fazer aportes.
  2. Aporte por período: o depósito feito a cada período. Com periodicidade mensal, é o aporte mensal; com anual, o aporte de cada ano. Deixe 0 para uma aplicação única.
  3. Taxa de juros anual: taxa nominal ao ano ou a rentabilidade média que você quer testar.
  4. Prazo: em anos, com frações de trimestre.
  5. Periodicidade: anual, trimestral ou mensal. Os aportes e a capitalização seguem sempre a mesma periodicidade.
  6. Opções avançadas: aporte no fim de cada período (padrão, modo END da HP 12C) ou no início (modo BEGIN).

Fórmula do valor futuro

A calculadora aplica a fórmula clássica de matemática financeira:

VF = VP × (1 + i)^n + PMT × [(1 + i)^n − 1] / i

  • VP é o valor presente e PMT o aporte por período.
  • i é a taxa do período: taxa anual ÷ número de períodos no ano (1, 4 ou 12).
  • n é o número de períodos: anos × períodos por ano.

A primeira parcela capitaliza o valor inicial; a segunda soma todos os aportes com os juros que cada um rende. Com aportes no início do período, essa segunda parte é multiplicada por (1 + i), porque cada depósito rende um período a mais.

Atenção à taxa: no Brasil, CDBs e títulos do Tesouro Direto costumam divulgar a taxa efetiva ao ano. Como a calculadora divide a taxa anual por 12 na periodicidade mensal, uma taxa efetiva de 10% a.a. deve ser convertida: (1,10)^(1/12) − 1 = 0,797% a.m., que corresponde a informar 9,57%. Na periodicidade anual, informe a taxa efetiva diretamente.

Diferente da nossa calculadora de juros compostos, que separa aportes mensais da capitalização e inclui inflação e tabela ano a ano, aqui uma única periodicidade comanda tudo, como nos exercícios de série uniforme de pagamentos. A simulação supõe taxa constante e não considera Imposto de Renda, IOF ou taxas.

Exemplos práticos

1. Aplicação única por 5 anos

R$ 20.000 aplicados a 10% ao ano, capitalização anual, sem novos aportes, chegam a R$ 32.210,20 em 5 anos. Os juros somam R$ 12.210,20.

2. Valor inicial e aportes mensais: o efeito da conversão da taxa

Você tem R$ 10.000 e aporta R$ 500 no fim de cada mês por 10 anos (120 períodos), numa aplicação que rende 10% a.a. efetivos. Informando a taxa convertida de 9,57%, o valor futuro é R$ 125.877,88: R$ 70.000,00 de aportes e R$ 55.877,88 de juros. Se você digitasse 10% direto na periodicidade mensal, o resultado seria R$ 129.492,90, uma superestimativa de mais de R$ 3.600.

3. R$ 300 por mês durante 20 anos

Com a mesma taxa equivalente de 9,57%, aportes de R$ 300 no fim de cada mês somam R$ 72.000,00 em 20 anos e resultam em R$ 215.506,34. Os juros, R$ 143.506,34, já valem quase o dobro do que saiu do seu bolso.

Como interpretar o resultado

O valor futuro é nominal: não desconta a inflação. Para ter ideia do ganho real, compare a taxa usada com o IPCA esperado. Lembre também que aplicações pós-fixadas, como as atreladas ao CDI ou à Selic, não têm taxa constante, então teste cenários mais conservadores.

Perguntas frequentes

O que é valor futuro?

É quanto um valor aplicado hoje, ou uma série de aportes, vai valer numa data futura depois de somados os juros. É a base do conceito de valor do dinheiro no tempo.

Como fazer esse cálculo na HP 12C?

Para aportes mensais de R$ 500 por 10 anos a 0,797% a.m. com R$ 10.000 iniciais: 120 [n], 0,797 [i], 10000 [CHS] [PV], 500 [CHS] [PMT] e [FV]. Use g [END] para aportes no fim e g [BEG] para aportes no início do período.

Qual a diferença entre taxa nominal e taxa efetiva?

A taxa nominal é dividida proporcionalmente pelos períodos: 12% a.a. viram 1% a.m. A efetiva já inclui a capitalização: 1% a.m. equivale a 12,68% a.a. Como a maioria das aplicações no Brasil divulga a taxa efetiva, converta-a para a taxa mensal equivalente antes de usar a periodicidade mensal.

E no Excel ou Google Planilhas?

Use =VF(taxa_mensal; meses; -aporte; -valor_inicial; tipo), com tipo 0 para aportes no fim e 1 para aportes no início do período.

A calculadora desconta Imposto de Renda?

Não. O resultado é bruto. O Imposto de Renda e o IOF variam conforme o tipo de aplicação e o prazo, e taxas de administração ou custódia também reduzem o resultado. Para uma estimativa líquida, use uma taxa menor.

Por que aparece erro com valor presente e aporte iguais a zero?

Sem valor inicial e sem aportes não há nada para render. Informe um valor presente, um aporte por período ou ambos.

Fontes

  1. Banco Central do Brasil — Calculadora do Cidadão
  2. gov.br — Calculadora do Cidadão (aplicação com depósitos regulares)
  3. Comissão de Valores Mobiliários (CVM) — Educação financeira
  4. IBGE Explica — Inflação (IPCA e INPC)

Esta calculadora oferece estimativas para fins educativos e não constitui recomendação de investimento nem orientação tributária. A rentabilidade real depende das taxas, custos, impostos e condições de mercado.