Calculadora de Juros Compostos
Com esta calculadora de juros compostos você descobre quanto um valor inicial e aportes mensais podem render ao longo dos anos. Informe a taxa anual, escolha a capitalização e veja o saldo final, quanto saiu do seu bolso, quanto veio de juros, a taxa efetiva anual e, se quiser, o valor corrigido pela inflação, em reais de hoje.
Atualizado em
Resultado
- Total investidoValor inicial mais todos os aportes
- Total em juros
- Taxa efetiva anualTaxa ao ano já considerando a capitalização
- Saldo final em reais de hojeDescontada a inflação informada
| Ano | Total investido | Juros acumulados | Saldo |
|---|
Os resultados são estimativas. Veja a metodologia abaixo.
Como usar a calculadora
- Valor inicial: quanto você aplica hoje. Pode ser R$ 0 se a ideia é só fazer aportes.
- Aporte mensal: o valor que você acrescenta todo mês.
- Taxa de juros anual: a taxa ao ano da aplicação ou a rentabilidade média que você espera.
- Prazo em anos: por quanto tempo o dinheiro fica aplicado.
- Capitalização: com que frequência os juros são incorporados ao saldo (anual, semestral, trimestral, mensal ou diária).
- Opções avançadas: aporte no início ou no fim de cada mês e inflação anual estimada.
Dica importante: no Brasil, a maioria das aplicações divulga a taxa efetiva ao ano (por exemplo, um CDB que rende 12% a.a.). Para reproduzi-la exatamente, informe 12 e escolha capitalização anual. Se a taxa vier ao mês, como 1% a.m., informe 12 com capitalização mensal.
Como os juros compostos são calculados
Para um único depósito, vale a fórmula clássica:
M = C × (1 + i/n)^(n × t)
em que C é o capital, i a taxa nominal anual em decimal, n o número de capitalizações por ano (1, 2, 4, 12 ou 365) e t o prazo em anos.
Como os aportes são mensais, a calculadora faz uma simulação mês a mês. Primeiro converte a taxa em um fator mensal equivalente, f = (1 + i/n)^(n/12), que produz exatamente o mesmo crescimento da capitalização escolhida. A cada mês o saldo é multiplicado por f e o aporte entra no fim do mês (padrão) ou no início, antes de render. Com aportes no fim do mês, o resultado equivale ao valor futuro de uma série de pagamentos:
VF = A × (f^(12t) − 1) / (f − 1)
Aqui A é o aporte mensal. Com aportes no início, o resultado é multiplicado por f.
- Taxa efetiva anual = f^12 − 1.
- Saldo em reais de hoje = saldo final ÷ (1 + inflação)^t.
- Total investido inclui o valor inicial.
A simulação supõe taxa constante e nenhum resgate. Imposto de Renda, IOF, taxas de administração e de custódia não são considerados.
Exemplos práticos
1. R$ 500 por mês a 12% ao ano durante 10 anos
Você começa com R$ 10.000, aporta R$ 500 no fim de cada mês e a aplicação rende 12% a.a. (capitalização anual). Depois de 10 anos o saldo chega a R$ 142.023,50: R$ 70.000,00 saíram do seu bolso e R$ 72.023,50 são juros. No quinto ano o saldo já era de R$ 57.794,05. Com inflação média de 4,5% ao ano, esse montante equivale a cerca de R$ 91.452,86 em reais de hoje.
2. 12% ao ano não é o mesmo que 1% ao mês
Repetindo o exemplo com 12% capitalizados mensalmente, ou seja, 1% a.m., o saldo final sobe para R$ 148.023,21, porque a taxa efetiva passa a ser 12,68% ao ano. Por isso vale sempre conferir se a taxa informada é efetiva anual ou mensal.
3. A regra de 72
Dividir 72 pela taxa anual dá uma ideia aproximada do tempo para dobrar o capital. A 12% ao ano, 72 ÷ 12 = 6 anos; a calculadora mostra que R$ 1.000 a 12% a.a. viram R$ 1.973,82 em 6 anos, quase o dobro. É só uma regra prática, mais precisa para taxas entre 6% e 10% ao ano.
Como interpretar o resultado
Compare os juros totais com o total investido: quando os juros passam a superar seus aportes, é o efeito dos juros compostos que está trabalhando por você. Esse ponto chega mais cedo quanto maior a taxa e o prazo.
Muitas aplicações pós-fixadas rendem um percentual do CDI, que acompanha de perto a Selic. Como essas taxas mudam ao longo do tempo, use uma média realista e teste cenários mais conservadores. Lembre também que o ganho real é o que sobra acima da inflação medida pelo IPCA.
Perguntas frequentes
Qual a diferença entre juros simples e compostos?
Nos juros simples, a taxa incide sempre sobre o valor inicial. Nos compostos, incide sobre o saldo acumulado, incluindo os juros anteriores. Em prazos longos a diferença fica grande, porque os juros passam a render juros.
Como transformar taxa mensal em taxa anual?
Use a fórmula (1 + taxa mensal)^12 − 1. Uma taxa de 1% ao mês equivale a 12,68% ao ano, e não a 12%. Na calculadora, basta informar 12 com capitalização mensal e conferir a taxa efetiva exibida.
A calculadora desconta o Imposto de Renda?
Não. O resultado é bruto. Em muitas aplicações o Imposto de Renda incide apenas sobre o rendimento, e as regras e alíquotas variam conforme o tipo de investimento e, em vários casos, o prazo. Para uma estimativa líquida, reduza a taxa informada ou consulte as condições do produto.
Dá para usar a calculadora para simular CDB ou Tesouro Direto?
Sim, como aproximação. Informe a taxa efetiva anual esperada com capitalização anual. Lembre que títulos pós-fixados e atrelados ao IPCA não têm taxa constante, e que custos como a taxa de custódia reduzem o resultado.
Por que aparece erro quando o valor inicial e o aporte são zero?
Sem valor inicial e sem aportes não há nada para render, e o resultado seria sempre zero. Informe um valor inicial, um aporte mensal ou ambos.
Fontes
Esta calculadora oferece estimativas para fins educativos e não constitui recomendação de investimento nem orientação tributária. A rentabilidade real depende das taxas, custos, impostos e condições de mercado.