Calculadora de placa solar
Quantas placas solares você precisa para zerar a conta de luz? Informe o consumo mensal em kWh, que está na fatura, e escolha a cidade mais parecida com a sua. A calculadora estima a potência em kWp, o número de módulos, a geração, a energia injetada na rede e a área no telhado. Com a tarifa e o custo por kWp, mostra também a economia e o retorno simples.
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Resultado
- Geração anual (kWh)
- Geração média mensal (kWh)
- Rendimento usado (kWh/kWp/ano)
- Área no telhado (m²)Só os módulos, sem espaçamento
- Energia injetada na rede (kWh/ano)Geração não autoconsumida, que vira crédito; aparece quando houver
- Economia anual estimadaAparece se você informar a tarifa; inclui o crédito da energia injetada
- Custo estimado do sistemaAparece se você informar o custo por kWp
- Retorno simples (anos)Custo ÷ economia anual
Os resultados são estimativas. Veja a metodologia abaixo.
Como usar a calculadora
- Consumo mensal: a média dos últimos 12 meses da conta de luz, em kWh.
- Região: a cidade com clima mais próximo do seu, ou "Outro valor" para digitar as horas de sol pleno do seu endereço.
- Cobertura: 100% para gerar todo o consumo; menos para um sistema menor.
- Potência do módulo: a do painel que você pretende comprar (padrão 550 W).
- Tarifa: o preço do kWh com impostos, como na fatura.
- Opções avançadas: área do módulo, taxa de desempenho, custo por kWp, autoconsumo simultâneo (parte da geração usada na hora) e valor do crédito por kWh injetado.
Como o cálculo é feito
1. Rendimento. As horas de sol pleno (HSP) são a irradiação média diária no plano inclinado, em kWh/m², do Atlas Brasileiro de Energia Solar (INPE/LABREN, 2ª edição, 2017):
rendimento = HSP × 365 × taxa de desempenho
A taxa padrão de 80% cobre perdas com temperatura, sujeira, cabos e inversor.
2. Potência. kWp = consumo mensal × 12 × cobertura ÷ rendimento
3. Módulos e área. Módulos = potência ÷ potência do painel, arredondado para cima; área = módulos × área de cada um (2 m² por padrão).
4. Economia. A energia autoconsumida é o menor valor entre geração e consumo anual × autoconsumo simultâneo (padrão 100%); o resto é a energia injetada. Só gera crédito a parte que cabe no consumo anual restante; a sobra acima dele não é valorizada.
economia = autoconsumo × tarifa + injetada creditada × valor do crédito
Crédito em branco vale zero. Retorno simples = custo ÷ economia anual, sem reajuste, degradação, manutenção nem financiamento.
| Cidade | HSP (kWh/m²/dia) | Rendimento (kWh/kWp/ano) |
|---|---|---|
| Florianópolis, SC | 4,49 | 1.311 |
| Pelotas, RS | 4,58 | 1.337 |
| Rio de Janeiro, RJ | 4,99 | 1.457 |
| Vitória, ES | 5,13 | 1.498 |
| Brasília, DF | 5,45 | 1.591 |
| Aracaju, SE | 5,51 | 1.609 |
| Natal, RN | 5,68 | 1.659 |
Exemplos
1. Casa em Vitória com 300 kWh por mês
Com rendimento de 1.498 kWh/kWp/ano, são necessários 5 módulos de 550 W (2,75 kWp), que geram 4.119 kWh por ano (343 kWh por mês) em 10 m² de telhado; 519 kWh excedem o consumo e não geram economia. Com tarifa de R$ 0,95/kWh, R$ 3.500 por kWp e autoconsumo de 100%, a economia anual estimada é de R$ 3.420,00 sobre um sistema de R$ 9.625,00: retorno simples de 2,8 anos.
2. Florianópolis com autoconsumo de 40%
Os mesmos 5 módulos geram 3.605 kWh por ano. Com autoconsumo de 40%, 2.165 kWh vão para a rede. Desses, 2.160 kWh cabem no consumo anual e geram crédito. Valorizando o kWh creditado em R$ 0,80, a economia fica em R$ 3.096,00 por ano e o retorno, em 3,1 anos. Sem valor de crédito, seria de R$ 1.368,00.
3. Consumo de 500 kWh em Brasília
São 7 módulos (3,85 kWp), 6.127 kWh por ano e 14 m² de telhado. Com as premissas do exemplo 1, a economia é de R$ 5.700,00 por ano e o retorno simples, de 2,4 anos.
Compensação de energia e Fio B
Pela Lei nº 14.300/2022, a energia injetada vira crédito, válido por 60 meses, para abater o consumo seguinte. Para sistemas fora da transição até 2045 (os já existentes em 2022 ou pedidos à distribuidora em até 12 meses após a lei), a lei prevê a cobrança gradual das componentes tarifárias de remuneração da distribuição sobre a energia compensada, o chamado Fio B: 60% em 2026, 75% em 2027 e 90% em 2028. Por isso o kWh injetado vale menos que o consumido na hora.
A calculadora não aplica essas regras sozinha: informe um autoconsumo realista e um valor de crédito abaixo da tarifa. A sobra acima do consumo anual não entra na economia.
Perguntas frequentes
Quantas placas solares preciso para 300 kWh por mês?
Depende da região. Com módulos de 550 W, a calculadora indica 5 placas (2,75 kWp) em Vitória, Rio de Janeiro ou Florianópolis e 4 placas (2,2 kWp) em Natal.
O que são horas de sol pleno?
É a irradiação solar de um dia expressa em horas a 1.000 W/m²: 5,13 kWh/m² por dia equivalem a 5,13 horas de sol pleno. Aqui se usa o valor no plano inclinado, como o painel fica instalado.
Quanto gera uma placa solar de 550 W por mês?
Em Vitória, com rendimento de 1.498 kWh/kWp/ano, 5 placas de 550 W (2,75 kWp) geram cerca de 343 kWh por mês. Em Natal, 4 placas geram 304 kWh por mês, porque há mais sol.
Posso usar o valor de irradiação do meu endereço?
Sim. Escolha "Outro valor" e digite as horas de sol pleno no plano inclinado do seu local, como as do Atlas do INPE. Com 5,00 HSP, o rendimento fica em 1.460 kWh/kWp/ano.
Que valor devo informar para o crédito do kWh injetado?
Sem direito à transição, o kWh injetado é compensado, mas a parcela do Fio B prevista na Lei 14.300/2022 é cobrada sobre ele. Informe um valor menor que a tarifa cheia; se não souber, deixe em branco: a calculadora usa zero, a estimativa mais conservadora.
O retorno do investimento é exato?
Não. É um retorno simples: custo ÷ economia do primeiro ano. Não entram reajustes de tarifa, perda de eficiência dos módulos, manutenção, troca de inversor nem juros. O Fio B só pesa se você informar autoconsumo e valor de crédito.
Fontes
Estimativa de pré-dimensionamento com dados médios de irradiação. O projeto real depende de orientação, inclinação, sombreamento, equipamentos, do seu perfil de consumo e das regras de compensação da sua distribuidora.